domingo, 26 de junho de 2011

Carta ao velho mundo...



Este estado de alerta me posiciona no espaço. Vejo as nuances, os fragmentos e os detalhes. A ânsia de sentir tudo ao mesmo tempo elabora em mim uma avalanche de pensamentos. E não quero parar. Parar parece ser algo errado. No meu sono o dia amanhece repentino já me dizendo mil coisas. Eu não respondo com palavras. Meus olhos se expandem em direção a tudo e todos. E é aí que as coisas simples ressurgem fora e dentro de mim. Talvez eu seja simples e a complexidade de meus sentimentos sejam apenas porções dessa simplicidade. No mundo as coisas se perdem e meus olhos só procuram. Hoje sei flutuar sobre esse globo terretre que encanta o meu globo ocular. Todos os globos do mundo parecem se encontrar e o sentido a reaparecer. Tudo o que era dormente acorda. E o que era morno já não existe. Essa alerta inconseqüente me faz sensível demais. A espontaneidade mora em mim e o pensamento do que eu sou começa a surgir. O ser é muito mais que frases desenhadas no papel. Isso tudo são só tentativas de se mostrar o que explode e já está visível. A explosão me faz pirar e eu me acho na simplicidade de meu quarto tendo tudo em volta para alcançar. A espera adormeceu e minhas mãos não sentem mais frio. Tudo em mim é tão novo quanto esse velho mundo.

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